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     Junte-se a Hospitalidade!

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    LAR SÃO JOÃO DE DEUS - RESPEITO POR TODA A VIDA

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    SEDE DA DELEGAÇÃO PROVINCIAL DO BRASIL - SÃO PAULO SP

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    CASA DE SAÚDE SÃO JOÃO DE DEUS - SAÚDE MENTAL

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    SÃO JOÃO DE DEUS

    O Homem Que Soube Amar

 

 


 

ORDEM HOSPITALEIRA DE SÃO JOÃO DE DEUS

  

1.     MISSÃO
O conceito de Hospitalidade engloba o acolhimento, a promoção da saúde, acompanhamento e compromisso nas realidades mais vulneráveis em cada época e sociedade, partindo de um conceito abrangente de universalidade e favorecendo o profissionalismo.
 
A realidade atual é visualizada a partir de Centros de Assistência, Hospitais, Centros de Saúde, Serviços Sociais e Comunidades de Religiosos. Trata-se de centros plurais com um compromisso social partilhado com muitas outras Instituições de caráter público, eclesial ou privado, com as quais existe uma afinidade na motivação e uma visão partilhada.
 
Esta predileção pelas pessoas mais vulneráveis, seja devido à sua doença ou aos seus recursos limitados, leva-nos a implementar e desenvolver programas internacionais de ação social e de saúde.
 
A Cooperação é algo que nos reúne a todos, cada um a partir do próprio compromisso: Irmãos e colaboradores tornam possível levar a cabo múltiplos programas de ação nos ambientes mais desfavorecidos e levar a cabo projetos assistenciais em países de outros continentes mais empobrecidos.
 
 
 
2.     VISÃO
 
Para a Ordem Hospitaleira de S. João de Deus é importante o "estilo" com que se leva a cabo a ação. Dele depende que se favoreça o respeito e a autonomia das pessoas, evitando ao máximo, formas de dependência e paternalismo. Deste modo, a Ordem está aberta a novas abordagens profissionais e sociais, a novas ações e às culturas e peculiaridades de cada realidade.
 
 
 
3.     VALORES
 
 
 
HOSPITALIDADE
 
A hospitalidade é o nosso valor central que se exprime e concretiza nos quatro seguintes valores-chave: qualidade, respeito, responsabilidade e espiritualidade.
 
 
 
QUALIDADE
Excelência, profissionalismo, assistência holística, consciência das novas necessidades, modelo de união com os nossos Colaboradores, modelo assistencial de S. João de Deus, arquitetura e mobiliário acolhedores, colaboração com terceiros.
 
 
 
RESPEITO
Respeito pelo outro, humanização, dimensão humana, responsabilidade recíproca com os nossos Colaboradores e Irmãos, compreensão, visão holística, promoção da justiça social, dos direitos cívicos e humanos, envolvimento dos familiares.
 
 
 
RESPONSABILIDADE
 
Fidelidade aos ideais de João de Deus e da Ordem, ética (bioética, ética social, ética administrativa), defesa do ambiente, responsabilidade social, sustentabilidade, justiça, distribuição equitativa dos nossos recursos.
 
 
 
ESPIRITUALIDADE
 
Serviço de pastoral, evangelização, oferta de assistência espiritual para pessoas de outras religiões, ecumenismo, colaboração com paróquias, dioceses, outras confissões religiosas.
 
 
 
4.     PRINCÍPIOS
 
O número 43 dos Estatutos Gerais da Ordem formula os princípios seguintes:
 
.    temos como centro de interesse, para todos os que vivemos e trabalhamos no hospital ou em qualquer outra obra assistencial, a pessoa assistida;
 
   empenhamo-nos decididamente na defesa e promoção da vida humana;
 
   reconhecemos à pessoa assistida o direito de ser convenientemente informada sobre o seu estado de saúde;
 
.    observamos as exigências do segredo profissional, fazendo que sejam igualmente respeitadas por todos os que se aproximam dos doentes e necessitados;
 
.    defendemos o direito de morrer com dignidade, respeitando e satisfazendo os justos desejos e as necessidades espirituais daqueles que estão prestes a morrer, conscientes de que a vida humana tem um termo temporal e é chamada à sua plenitude em Cristo;
 
.    respeitamos a liberdade de consciência das pessoas que assistimos e a dos nossos colaboradores, mas exigimos com firmeza que seja aceite e respeitada a identidade dos nossos centros hospitalares;
 
.    valorizamos e promovemos as qualidades e a profissionalismo dos nossos colaboradores e estimulamo-los a participar ativamente na missão da Ordem e, em função das suas capacidades e âmbitos de responsabilidade, tornamo-los participantes no processo de decisão das nossas Obras apostólicas;
 
.   opomo‑nos à procura do lucro; por conseguinte, observamos e exigimos que sejam respeitadas as normas econômicas justas.

 


 

HOSPITALIDADE

 

  

 

 
 
A Ordem exprimiu tradicionalmente o carisma recebido com a palavra “hospitalidade”. Este termo não só não perdeu a sua capacidade expressiva nos dias de hoje, mas é proposto por alguns como uma categoria fundamental da nova moralidade para o nosso tempo. Por isso, é importante refletir sobre ela, considerando-a o eixo em volta do qual gira a espiritualidade peculiar da Ordem.
 
O que é a hospitalidade?
 
A hospitalidade fala-nos das relações que se estabelecem entre um hóspede e a pessoa que o acolhe (anfitrião ou anfitriã). Nessas relações, há obrigações e responsabilidades recíprocas. O hóspede e o anfitrião estão numa relação mútua: não existe um sem o outro. O hóspede é um ausente que, em qualquer momento, pode tornar-se presente e reivindicar o seu direito de hospitalidade. Nos casos em que vigoram as leis da hospitalidade, o ausente tem direitos perante o anfitrião (ser acolhido) e o anfitrião, ainda não constituído enquanto tal, tem deveres em relação ao hóspede que se lhe apresenta (acolhê-lo).
 
Não é fácil explicar o motivo que leva os seres humanos a serem hospitaleiros. Em todo o caso, a relação de hospitalidade não é automática, pois o hóspede pode ir-se embora, e o anfitrião pode recusar-lhe o acolhimento; mas também não é arbitrária, dado que o anfitrião sente-se moralmente obrigado a receber um hóspede, mesmo que ele se torne impertinente.
 
A característica fundamental da hospitalidade é o acolhimento e o reconhecimento do hóspede por parte do anfitrião; no entanto, esse reconhecimento e acolhimento têm características especiais:
 
A hospitalidade é virtualmente universal. Qualquer pessoa pode ser um hóspede; reconhecê-la como hóspede pressupõe que se dê um passo muito importante no sentido do reconhecimento de todos os seres humanos como hóspedes virtuais. Qualquer pessoa no mundo tanto pode ser um hóspede como um anfitrião virtual. Em muitas culturas é proibido perguntar ao hóspede qual é o seu nome ou a sua proveniência, como se ele fosse uma representação simbólica do ausente. A proteção do anonimato do hóspede é o sinal de que em cada hóspede vemos qualquer pessoa do mundo. Os nossos deveres para com os visitantes que vêm ao nosso encontro são muito concretos. Mostrar um certo desinteresse por conhecer o seu nome, procedência ou estirpe não significa desprezo; pelo contrário, pressupõe disposição para uma hospitalidade aberta a todo o mundo.
 
A hospitalidade revela um alto sentido da moralidade e da política. O hóspede não é recebido apenas como um determinado indivíduo, mas também como embaixador substituível, como representante de outros; uma vez que os seres humanos constituem grupos, comunidades, sociedades e nações, cada indivíduo está inserido nesses agrupamentos. A hospitalidade confronta-nos, por isso, com algo que tem um significado ético e político notável: o acolhimento do estranho, do outro, daquele que não pertence “aos meus”. A hospitalidade é reconhecimento “dos diferentes”: aceitamos que o hóspede seja diferente de nós. Damos-lhe liberdade para discordar de nós.
 
A hospitalidade é virtualmente sagrada. Na cultura de muitos povos, sente-se que esse “outro”, que é o hóspede, está revestido de mistério. Está envolvido por um certo caráter sagrado. O hóspede pode ser um deus. A hospedagem dos deuses é um tema que surge muitas vezes na mitologia grega, na Bíblia e na tradição de muitas culturas diferentes umas das outras. Os deuses – é comum dizer-se – assumem frequentemente formas irreconhecíveis e pedem ajuda aos seres humanos. A Carta de S. Paulo aos Hebreus recorda-nos que alguns tinham dado hospitalidade a anjos, sem o saberem (Heb 13, 2). Deste modo, sanciona-se religiosamente o direito de hospitalidade: é preciso que nos comportemos com os estranhos como se tratasse da visita de um deus. A figura do hóspede está coberta por uma ambiguidade que a apresenta como um lugar incerto, no qual se põe em jogo para nós algo que é importante. É, ao mesmo tempo, um lugar de temor e desejo. O hóspede torna-se símbolo de mediação entre duas esferas diferentes. No acolhimento do hóspede, verifica-se um encontro entre seres de ordens diversas: o divino, o distante, o ilimitado e inconcebível, são acolhidos num âmbito humano. Por vezes, este encontro tem o caráter de uma irrupção violenta que destrói a ordem acostumada e desestabiliza o espaço familiar; em qualquer caso, acontece sempre algo imponderável e desconcertante.
 
A hospitalidade é um acontecimento. É imprevisível e incontrolável. Não sabemos quando ela terá lugar, nem conhecemos a pessoa que será nosso hóspede. O anfitrião está sempre preparado porque, no momento mais imprevisto, o Hóspede pode bater à porta.
 
Cada encontro de hospitalidade é único e implica a atenção a dar a uma pessoa concreta; tem de ser realizado e interpretado segundo as características das pessoas que exercem as funções de hóspede ou de anfitrião. Os deveres do hóspede e do anfitrião são gerais, mas são levadas a cabo no âmbito de um horizonte limitado e finito. Uma pessoa pode estar disposta a cumprir as obrigações que a atenção impõe em todos os momentos, independentemente das suas peculiaridades, em virtude do fato de ele pertencer ao gênero humano; mas estas exigências não se tornam presentes a não ser na forma de um ser particular. Um anfitrião que estivesse à espera de um hóspede universal, que fosse o único capaz de merecer verdadeiramente a sua atenção, e rejeitasse acolher todos os visitantes que batessem à sua porta, por nenhum deles realizar plenamente a condição humana, estaria a negar o acontecer da hospitalidade.
 
 Espiritualidade da Ordem.
 

 
 
DOAÇÕES
 
Ajude a Ordem Hospitaleira de São João de Deus no Brasil a seguir
PROMOVENDO SAÚDE E REPONDO ESPERANÇAS.
Faça sua doação:
 
Banco Bradesco
Agencia: 910
Conta corrente: 96101-9
 
 

 

 

 
 
 
GESTÃO CARISMÁTICA

A Ordem Hospitaleira de São João de Deus é convocada a imprimir nos seus estabelecimentos hospitalares uma Gestão Carismática e que toda a Família de São João de Deus se responsabilize pela prática e avaliação constante dessa Gestão.

Entendo por Gestão Carismática: a transparência, os valores joandeínos, a ética, a autenticidade, a competência e o carisma.

Portanto, não podemos falar em Gestão Carismática se não pensarmos na população mais carente, se não estamos abertos para as novas formas de exercer a hospitalidade que herdamos de São João de Deus, se não falarmos em nossos valores (hospitalidade, qualidade, respeito, responsabilidade e espiritualidade), se a nossa opção não for pelos mais necessitados, se a nossa gestão não for transparente, se a nossa gestão não for participada pela Família de São João de Deus, etc.

São João de Deus foi um homem que se preocupou com os maisnecessitados, com os mais pobres. Foi um homem que apresentou na sua época um modelo original para exercer a hospitalidade. Seu hospital era diferente dos outros da cidade de Granada. Mesmo não sendo um homem culto, intelectual, conseguiu conquistar a todos da região sul da Espanha com seu testemunho, transparência e carisma.

O Governo Geral da Ordem nos orienta: “manter sempre umatransparência administrativa, garantida e comprovada se necessário” e “implementar um sistema de qualidade carismática, homologada, que nos ajude a avaliar o carisma e os valores da Ordem na missão que se realiza, de acordo com a Carta de Identidade da Ordem”.

Já o Pascual Piles Falava: “Temos que nos preocupar por viver o carisma de São João de Deus na nossa sociedade, ou seja, com as mudanças que nos tornem capazes de nos adaptar às circunstâncias em que devemos viver”.
 

José Raimundo E. da Costa
raievan@yahoo.com.br
  
 
 

 
 
Conta-se que São João de Deus (João Cidade, nome de Batismo), andava procurando conhecer a vontade de o seu respeito.
 
Certo dia apareceu-lhe um menino com uma romã na mão, com uma cruz em cima. È sabido que o tal menino era o próprio Menino Jesus. Conta-se que ele disse ao João: “João de Deus, Granada será a tua cruz!”. A partir de então, pôde perceber o Santo, que o Senhor Deus queria algo dele na Cidade de Granada, que fica ao Sul da Espanha, próximo a Serra Nevada.
 
E foi em Granada que João encontrou seu campo de ação no acolhimento ao mais doente e marginalizado.
 

Curiosidade: Em espanhol, “GRANADA” significa “ROMÔ. Por isso o símbolo da Ordem Hospitaleira e de seus Centros Assistenciais é uma romã.