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     SÃO JOÃO DE DEUS

    O homem que soube amar

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    NOVO HOSPITAL SÃO JOÃO DE DEUS

    Ajude a construir o novo Hospital São João De Deus

    "Hoje você ajuda o Hospital. Amanhã ele salva a sua vida..."

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    COMISSÃO DE ANIMAÇÃO (2010 - 2012)


    "A vida com hospitalidade fica mais interessante"

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    IRMÃOS SUPERIORES DAS COMUNIDADES

    "ANIMAR, SERVIR E AMAR"

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    NOVO ESTATUTO 
    DA ORDEM HOSPITALEIRA


    Saiba sobre um novo capítulo em relação aos colaboradores

 


HOSPITALIDADE

 

  

 

 
A Ordem exprimiu tradicionalmente o carisma recebido com a palavra “hospitalidade”. Este termo não só não perdeu a sua capacidade expressiva nos dias de hoje, mas é proposto por alguns como uma categoria fundamental da nova moralidade para o nosso tempo. Por isso, é importante refletir sobre ela, considerando-a o eixo em volta do qual gira a espiritualidade peculiar da Ordem.
O que é a hospitalidade?
A hospitalidade fala-nos das relações que se estabelecem entre um hóspede e a pessoa que o acolhe (anfitrião ou anfitriã). Nessas relações, há obrigações e responsabilidades recíprocas. O hóspede e o anfitrião estão numa relação mútua: não existe um sem o outro. O hóspede é um ausente que, em qualquer momento, pode tornar-se presente e reivindicar o seu direito de hospitalidade. Nos casos em que vigoram as leis da hospitalidade, o ausente tem direitos perante o anfitrião (ser acolhido) e o anfitrião, ainda não constituído enquanto tal, tem deveres em relação ao hóspede que se lhe apresenta (acolhê-lo).
Não é fácil explicar o motivo que leva os seres humanos a serem hospitaleiros. Em todo o caso, a relação de hospitalidade não é automática, pois o hóspede pode ir-se embora, e o anfitrião pode recusar-lhe o acolhimento; mas também não é arbitrária, dado que o anfitrião sente-se moralmente obrigado a receber um hóspede, mesmo que ele se torne impertinente.
A característica fundamental da hospitalidade é o acolhimento e o reconhecimento do hóspede por parte do anfitrião; no entanto, esse reconhecimento e acolhimento têm características especiais:
A hospitalidade é virtualmente universal. Qualquer pessoa pode ser um hóspede; reconhecê-la como hóspede pressupõe que se dê um passo muito importante no sentido do reconhecimento de todos os seres humanos como hóspedes virtuais. Qualquer pessoa no mundo tanto pode ser um hóspede como um anfitrião virtual. Em muitas culturas é proibido perguntar ao hóspede qual é o seu nome ou a sua proveniência, como se ele fosse uma representação simbólica do ausente. A proteção do anonimato do hóspede é o sinal de que em cada hóspede vemos qualquer pessoa do mundo. Os nossos deveres para com os visitantes que vêm ao nosso encontro são muito concretos. Mostrar um certo desinteresse por conhecer o seu nome, procedência ou estirpe não significa desprezo; pelo contrário, pressupõe disposição para uma hospitalidade aberta a todo o mundo.
A hospitalidade revela um alto sentido da moralidade e da política. O hóspede não é recebido apenas como um determinado indivíduo, mas também como embaixador substituível, como representante de outros; uma vez que os seres humanos constituem grupos, comunidades, sociedades e nações, cada indivíduo está inserido nesses agrupamentos. A hospitalidade confronta-nos, por isso, com algo que tem um significado ético e político notável: o acolhimento do estranho, do outro, daquele que não pertence “aos meus”. A hospitalidade é reconhecimento “dos diferentes”: aceitamos que o hóspede seja diferente de nós. Damos-lhe liberdade para discordar de nós.
A hospitalidade é virtualmente sagrada. Na cultura de muitos povos, sente-se que esse “outro”, que é o hóspede, está revestido de mistério. Está envolvido por um certo caráter sagrado. O hóspede pode ser um deus. A hospedagem dos deuses é um tema que surge muitas vezes na mitologia grega, na Bíblia e na tradição de muitas culturas diferentes umas das outras. Os deuses – é comum dizer-se – assumem frequentemente formas irreconhecíveis e pedem ajuda aos seres humanos. A Carta de S. Paulo aos Hebreus recorda-nos que alguns tinham dado hospitalidade a anjos, sem o saberem (Heb 13, 2). Deste modo, sanciona-se religiosamente o direito de hospitalidade: é preciso que nos comportemos com os estranhos como se tratasse da visita de um deus. A figura do hóspede está coberta por uma ambiguidade que a apresenta como um lugar incerto, no qual se põe em jogo para nós algo que é importante. É, ao mesmo tempo, um lugar de temor e desejo. O hóspede torna-se símbolo de mediação entre duas esferas diferentes. No acolhimento do hóspede, verifica-se um encontro entre seres de ordens diversas: o divino, o distante, o ilimitado e inconcebível, são acolhidos num âmbito humano. Por vezes, este encontro tem o caráter de uma irrupção violenta que destrói a ordem acostumada e desestabiliza o espaço familiar; em qualquer caso, acontece sempre algo imponderável e desconcertante.
A hospitalidade é um acontecimento. É imprevisível e incontrolável. Não sabemos quando ela terá lugar, nem conhecemos a pessoa que será nosso hóspede. O anfitrião está sempre preparado porque, no momento mais imprevisto, o Hóspede pode bater à porta.
Cada encontro de hospitalidade é único e implica a atenção a dar a uma pessoa concreta; tem de ser realizado e interpretado segundo as características das pessoas que exercem as funções de hóspede ou de anfitrião. Os deveres do hóspede e do anfitrião são gerais, mas são levadas a cabo no âmbito de um horizonte limitado e finito. Uma pessoa pode estar disposta a cumprir as obrigações que a atenção impõe em todos os momentos, independentemente das suas peculiaridades, em virtude do fato de ele pertencer ao gênero humano; mas estas exigências não se tornam presentes a não ser na forma de um ser particular. Um anfitrião que estivesse à espera de um hóspede universal, que fosse o único capaz de merecer verdadeiramente a sua atenção, e rejeitasse acolher todos os visitantes que batessem à sua porta, por nenhum deles realizar plenamente a condição humana, estaria a negar o acontecer da hospitalidade.
 
 Espiritualidade da Ordem.
 

 
DOAÇÕES
 
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PROMOVENDO SAÚDE E REPONDO ESPERANÇAS.
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GESTÃO CARISMÁTICA

A Ordem Hospitaleira de São João de Deus é convocada a imprimir nos seus estabelecimentos hospitalares uma Gestão Carismática e que toda a Família de São João de Deus se responsabilize pela prática e avaliação constante dessa Gestão.

Entendo por Gestão Carismática: a transparência, os valores joandeínos, a ética, a autenticidade, a competência e o carisma.

Portanto, não podemos falar em Gestão Carismática se não pensarmos na população mais carente, se não estamos abertos para as novas formas de exercer a hospitalidade que herdamos de São João de Deus, se não falarmos em nossos valores (hospitalidade, qualidade, respeito, responsabilidade e espiritualidade), se a nossa opção não for pelos mais necessitados, se a nossa gestão não for transparente, se a nossa gestão não for participada pela Família de São João de Deus, etc.

São João de Deus foi um homem que se preocupou com os maisnecessitados, com os mais pobres. Foi um homem que apresentou na sua época um modelo original para exercer a hospitalidade. Seu hospital era diferente dos outros da cidade de Granada. Mesmo não sendo um homem culto, intelectual, conseguiu conquistar a todos da região sul da Espanha com seu testemunho, transparência e carisma.

O Governo Geral da Ordem nos orienta: “manter sempre umatransparência administrativa, garantida e comprovada se necessário” e “implementar um sistema de qualidade carismática, homologada, que nos ajude a avaliar o carisma e os valores da Ordem na missão que se realiza, de acordo com a Carta de Identidade da Ordem”.

Já o Pascual Piles Falava: “Temos que nos preocupar por viver o carisma de São João de Deus na nossa sociedade, ou seja, com as mudanças que nos tornem capazes de nos adaptar às circunstâncias em que devemos viver”.

José Raimundo E. da Costa
raievan@yahoo.com.br
  
 

 
 
O Ano da Família de S. Joao de Deus pode ser entendida de cinco modos. Em primeiro lugar, como um tempo especial de reflexão pessoal e conversão individual de forma que tudo aquilo que fizemos corresponda à vontade de Deus a nosso respeito e exprima o nosso sentido de unidade.
 
Isso abrir-nos-á ao movimento do Espírito Santo, que sopra onde quer, e à realidade presente e futura, à medida que nos comprometemos no processo de discernimento de caminhos futuros.
 
Em segundo lugar, espero que o Ano da Família de S. João Deus dê origem a um intenso esforço de promoção do modo de vida dos irmãos nas igrejas locais no mundo inteiro. Todos sabem que o melhor anúncio promocional do nosso modo de vida é qualidade da nossa própria vida.
 
Em terceiro lugar, veria este ano como uma oportunidade para organizar retiros, seminários e ações de formação em que estivessem envolvidos e participassem Irmãos e Colaboradores.
 
Serviria para estudar, individualmente e em conjunto, as publicações e os documentos já publicados. Infelizmente, muitos dos nossos  documentos ficam esquecidos em estantes a apanhar pó. É pena que isso aconteça, pois impede que as pessoas e comunidades tenham uma compreensão atualizada sobre como a Ordem se vê a si mesma e se esforça por viver a sua Missão Hospitaleira num mundo em constante mudança e necessitado de luz e orientação. Além disso, esse esquecimento impede igualmente uma participação ativa no momento de moldar um futuro no qual têm um contributo a dar. Seria igualmente importante, como dinâmica a imprimir a este Ano, convidar os Irmão e Colaboradores a partilharem as suas experiências, as esperanças e os sonhos que alimentam para o futuro da Família e a sua missão. Seria também uma boa oportunidade para organizar e celebrar eventos pertinentes para o Centro, a Província, etc., e aproveitar estas oportunidades para reconhecer e valorizar os serviços prestados, as realizações excepcionais, especialmente relacionados com o exercício da Hospitalidade, os anos de profissão dos Irmãos e outros eventos na vida dos que pertencem à Ordem – tanto Colaboradores como Irmãos.
 
Em quarto lugar, a Cúria Geral produziu um documentário gravado em DVD tendo em vista fomentar uma consciência do que significa pertencer à Família de S. João de Deus. Já estão organizados vários eventos internacionais e diversas atividades e iniciativa quer a nível Provincial quer local. É possível conhecer os detalhes destes atos acedendo ao sítio da  Ordem na Internet – www.ohsjd.org – ou ao de cada Província ou Centro.
 
Em quinto lugar, vejo o Ano Família de S. João de Deus como uma preparação para o nosso Capítulo Geral, que terá lugar em 2012, em Fátima, no sentido de promover a consciência das tendências, assuntos, forças, fraquezas e oportunidades que a Família de S. João de Deus enfrenta no futuro imediato e a longo prazo.
 
Ir. Donatus Forkan, O.H.   
Superior Geral                                      
 
 
 

 
Conta-se que São João de Deus (João Cidade, nome de Batismo), andava procurando conhecer a vontade de o seu respeito.
Certo dia apareceu-lhe um menino com uma romã na mão, com uma cruz em cima. È sabido que o tal menino era o próprio Menino Jesus. Conta-se que ele disse ao João: “João de Deus, Granada será a tua cruz!”. A partir de então, pôde perceber o Santo, que o Senhor Deus queria algo dele na Cidade de Granada, que fica ao Sul da Espanha, próximo a Serra Nevada.
E foi em Granada que João encontrou seu campo de ação no acolhimento ao mais doente e marginalizado.
Curiosidade: Em espanhol, “GRANADA” significa “ROMÔ. Por isso o símbolo da Ordem Hospitaleira e de seus Centros Assistenciais é uma romã.